sábado, 3 de novembro de 2012

AVC





Quem nunca ouviu falar que fulano teve um AVC ou um derrame? O Acidente Vascular Cerebral, também chamado de Acidente Vascular Encefálico (AVE) tem como principal característica a perda rápida de função neurológica. Essa perda ocorre por dois motivos: entupimento dos vasos sanguíneos do cérebro (a isquemia) ou o rompimento desses vasos (a hemorragia).


Essa doença ocorre, literalmente, de repente e, assim, o paciente fica paralisado ou sente dificuldade de mover os membros de um lado do corpo. Outras consequências do AVC são: dificuldade na fala ou de articular as palavras; diminuição súbita de uma parte do campo de visão. Em alguns casos, também é possível evoluir para o coma e até mesmo causar a morte. Por isso, é importante que o paciente seja atendido rapidamente em uma emergência médica.


Um em cada três casos de de morte por doenças cardiovasculares no Brasil são causados pelo AVC. As situações que fazem parte dos fatores de risco são: idade avançada, hipertensão arterial (também chamada de pressão alta_, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, entre outros.


AVC Isquêmico

Cerca de 80% dos casos de AVC são classificados como isquêmicos. Ele ocorre porque o sangue não chega ao cérebro, gerando sofrimento e enfarte do parênquima do sistema nervoso. No primeiro momento do AVC isquêmico não há morte do tecido cerebral. Porém, quando há a falta de irrigação de sangue nele, ocorre a rápida degeneração desse tecido, que precisa de oxigênio e glicose (levados pelo sangue) para mantes vivos os neurônios. A área central morre em pouco tempo, mas a região ao redor do infarto central consegue sobreviver por mais tempo. Essa área ganha o nome de penumbra e é ela que merece mais atenção dos médicos.




As causas desse tipo de AVC são:

- Obstrução arterial (trombo ou êmbolo);
- Queda na pressão de perfusão sanguínea (estados de choque);



AVC Hemorrágico

É mais raro e responde por 20% dos casos. Nele ocorre a ruptura do vaso sanguíneo que fica dentro do crânio. Quando esse sangue entra em contato com o parênquima nervoso, ele o irrita. Essa inflamação, juntamento com o coágulo formado, prejudica e degenera o cérebro e suas funções.




Sinais e sintomas

O AVC é diagnosticado através da história e de exames físicos do paciente. Os principais sintomas são:

- Dificuldade em mover rosto e braços;
- Dificuldade de falar e se expressar; 
- Problemas de visão; 
- Fraqueza nas pernas; 
- Alteração súbita da sensibilidade com sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo; 
- Dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente; 
- Instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos. 

Ao apresentar esses sintomas, o socorro precisa ser rápido e, assim, diminui a probabilidade de sequelas.



Recuperação e tratamentos

A reabilitação varia de acordo com as características do AVC e de quanto foi afetado o sistema nervosos central. Um dos pontos mais importantes é a readaptação da vítima e de seus familiares à nova rotina, já que em alguns casos, o paciente torna-se dependente fisicamente dos demais. Os problemas psicológicos também são recorrentes. É possível o desenvolvimento de depressão. Por isso, quanto maiores os danos, maior deve ser o acompanhamento psicológico da vítima.


Caso ocorram sequelas, deve ser iniciado um programa de reabilitação e cuidados com o paciente. Esses cuidados são prestados por uma equipe multidisciplinar, formada por fisioterapeutas, fonoaudiólogos, técnicos em enfermagem, enfermeiros e médicos.



Prevenção


O primeiro passo é identificas fatores de risco, como hipertensão, problemas cardíacos, diabetes, colesterol elevado, e reduzir o consumo de bebidas alcólicas e de cigarro. A prevenção secundária é dada pelo atendimento médico eficiente.



Curiosidade

O termo derrame não é apropriado para esse tipo de acidente, pois na minoria dos casos há um derramamento de sangue no parênquima encefálico.



RPG




Já que iremos falar de postura, que é do que trata a Reeducação Postural Global (RPG), em primeiro lugar, sente-se direito. Apóie os dois ossos mais pontudos dos glúteos (ísquios) na cadeira, mantenha os pés no chão, os ombros levemente para trás e a coluna reta. Segure a revista à sua frente mantendo os cotovelos dobrados em um ângulo de 120 graus. A posição da cabeça deve permitir que o olhar seja o mais horizontal possível. Observe sua respiração: tente inspirar e expirar na mesma medida. Pronto. Fique assim. 




Talvez você esteja se sentindo um pouco "desalinhado" nessa posição. Acontece. A maioria de nós não está acostumada a se portar como deveria com o corpo, e não só por displicência. Existem fatores fora do nosso alcance que, literalmente, nos entortam. A gravidade é um deles. Sua força nos comprime achatando músculos e articulações, quadro piorado com as tensões do dia-a-dia, que enrijecem ainda mais nossa máquina. Além disso, a RPG leva em conta um probleminha que todo mundo tem mas que ninguém percebe: costumamos inspirar o ar, mas não o expiramos com o mesmo vigor. A expiração acaba acontecendo pelo simples relaxamento dos músculos inspiratórios. O resultado é uma descompensação muscular: os músculos inspiratórios, de tanta musculação, ficam fortes e rígidos, enquanto os expiratórios só são solicitados para gritar ou tossir (sabe aqueles músculos que ficam doloridos depois de um dia tossindo muito? É deles que eu estou falando). 

Tudo isso provoca um desequilíbrio do corpo. E, já que precisamos de equilíbrio para nos mantermos de pé, damos início a uma série de compensações: colocamos a cabeça para a frente, elevamos os ombros, arrebitamos o bumbum, pisamos para dentro ou para fora ou entortamos as costas e por aí vai. Cada um reage de uma forma e assim se criam as patologias. 

Mas não é só culpa da natureza ou dos outros. Cada um tem sua cota de responsabilidade nisso. Quem é que gosta de ler revista em uma posição desconfortável como essa que você está agora? (Não vá me dizer que você relaxou.) A gente gosta é de se estirar no sofá com os pés para fora, ou assistir à TV largado na almofada de qualquer jeito, certo? É a famosa lei do menor esforço. Quando nos acostumamos com uma maneira, ela se torna a mais confortável e a que menos dispende energia. Se você, por exemplo, começar a descer escada dez vezes por dia, vai precisar se alimentar um pouco mais, ou seu corpo vai começar a dizer: estou com preguiça, não vá. 

A Reeducação Postural Global (RPG) tem o objetivo de alongar e descomprimir o corpo, permitindo que os músculos se automatizem a ficar nas posições fisiologicamente corretas. Dessa forma podemos nos manter em posturas adequadas sem o esforço que você deve estar fazendo agora, tentando manter a postura correta (você ainda está lá, né?). 

Mas, antes que você jogue a revista na cadeira e comece a praticar RPG sozinho em casa, é bom avisar: o tratamento é personalizado, pois parte do princípio de que cada pessoa é única. Ou seja, cada um se entorta de seu jeitinho especial. Por isso, sim, é preciso ir a um especialista, nem que seja para descobrir que posturas são as mais adequadas a você e, principalmente, como fazê-las corretamente. Quem tem algum tipo de lesão não pode, de forma alguma, realizar o método sem o acompanhamento de um fisioterapeuta com especialização em RPG. 

Por isso propus aquele desafio a você no início da matéria. E aí, como se saiu? Se não conseguiu se manter na posição até agora, pense bem: você pode estar precisando de RPG. 

Postado por Revista Boa forma

Os deveres dos Fisioterapeutas!!!


Conheça alguns itens que não podem faltar nunca no trabalho do fisioterapeuta:


- Diagnosticar e interpretar laudos e exames;
- Avaliar e prescrever técnicas fisioterapêuticas adequadas a cada caso;
- Realizar a terapia de maneira que quantifique e qualifique as técnicas fisioterapêuticas indicadas;
- Reavaliar o paciente, sempre reajustando ou alterando as condutas terapêuticas ou indicar a alta fisioterapêutica;
- Emitir laudos, pareceres, atestados e relatórios;
- Desenvolver atividades de socialização do saber técnico-científico (palestras, conferências, cursos) na área em que atua;
- Realizar atividades que visam o planejamento, a organização e a gestão de serviços públicos e privados.
- Prestar consultoria a empresas, industrias, entidades esportivas na área de sua competência.
- Reconhecer e encaminhar adequadamente pacientes portadores de problemas que fogem do alcance de sua formação.
- Entender a fisioterapia de forma geral para perceber o contexto do mundo e o contexto mais próximo em que se situa como profissional.
- Apresentar alternativas de solução para problemas relacionados à profissão.
- Ter a cabacidade de trabalhar em equipe que atua em outras áreas da saúde.
- Reconhecer, valorizar e adequar-se às competências específicas de cada grupo com quem trabalha;
- Saber se comunciar com pacientes e seus familiares.
- Lidar com as próprias frustrações e ser sensível ao sofrimento humano.
- Manter postura ética, visão humanística, senso de responsabilidade social e compromisso com a cidadania.
- Saber avançar continuamente nos conhecimentos e no domínio de tecnologias e práticas pertinentes;
- Co-participar efetiva e permanentemente da construção de um projeto social em que os homens possam coletivamente buscar respostas às suas inquietações e anseios, numa sociedade em que se institua a igualdade sem eliminar diferenças.
- Participar na produção de conhecimentos na área da Fisioterapia utilizando adequadamente procedimentos de metodologia científica.
- Saber interelacionar conhecimentos de diferentes áreas para assistir ao indivíduo como um todo.

Postado por Kelly Dias

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Exercícios para reabilitação do Ombro

Estes são alguns dos exercícios recomendados com mais freqüência para a terapia do ombro.
Eles foram compilados para dar a você, cliente da Clínica Equilíbrio, mais um apoio em seu programa de exercícios.


RECOMENDAÇÕES:

Para que você fazer seus exercícios de melhor forma e com mais segurança leve em conta o seguinte:

1. Faça apenas os exercícios recomendados pelo terapeuta, na quantidade e intensidade indicados por ele. Leve em conta de que está num programa de terapia e não de musculação.

2. Se você sentir que não se adapta bem a um exercício, entre em contato com o fisioterapeuta em vez de simplesmente interrompê-lo ou substituí-lo. 

3. Use a dor como guia. Se a dor aumentar, pare o exercício e informe ao seu fisioterapeuta como ela começou.

4. Há exercícios em que os braços não devem ficar alinhados com o corpo. Neles aparece uma pequena figura que mostra uma pessoa vista de cima. Reproduzimos a mesma aqui para maior clareza.



Exercício 1

Fique em pé, incline-se, deixe o braço do lado afetado livre, e apoie-se com a outra mão sobre uma cadeira ou mesa.

Para iniciar, mova o corpo (não o braço!), de modo que o braço faça um movimento pendular para trás e para diante.

Usando o mínimo de força, faça o braço manter o movimento iniciado pelo corpo por 30 segundos, enquanto o corpo fica imóvel.

Repita os passos 2 e 3 , agora com movimentos para a direita e esquerda.

Repita os passos 2 e 3, movendo o braço em círculo, para um lado e para o outro.

Repita sempre que necessário para aliviar a tensão.











Exercício 2

Fique em pé perto de uma parede, mantendo um ângulo de 30º com ela (ver detalhe na figura).
Devagar, "ande" com os dedos na parede, para cima, até sentir alongar bem.
Chegando ao limite, mantenha por 15 segundos e desça devagar.
Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.







Exercício 3

Segure o bastão com ambas as mãos estendidas à frente .
Eleve ambos braços acima da cabeça, até sentir alongar bem .
Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.





Exercício 4

Fique em pé. Segure o bastão com a mão do lado afetado como mostra a figura.
Usando a outra mão e o bastão como ajuda, estenda o braço afetado para o alto.
OBS: o braço não deve ficar alinhado ao corpo, mas um pouco à frente (ver detalhe).
Mantenha por 15 segundos e relaxe.
Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.






Exercício 5

Fique em pé com as mãos atrás das costas, segurando o bastão como mostrado (palmas das mãos para trás).
Mova os braços para trás até sentir alongar bem.
Mantenha por 15 segundos e relaxe.
Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.






Exercício 6

1)Fique em pé, segurando a toalha como mostrado (lado afetado embaixo).
Puxe o lado afetado para cima, procurando estender o outro braço para cima, até sentir alongar bem.
Mantenha por 15 segundos e relaxe.
Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

2)Fique em pé, segurando a toalha como mostrado (lado afetado em cima, dobrado).
Puxe o lado afetado para as costas, girando-o, procurando estender o outro braço para baixo, até sentir alongar bem.





Exercício 7


Fique em pé. Segure o cotovelo do lado afetado com a outra mão.
Puxe o cotovelo e braço sobre o peito até sentir alongar bem.
Mantenha por 15 segundos.
Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.






Exercício 8

Fique em pé, coloque a mão do lado afetado na base da nuca e com a outra segure o cotovelo.
Puxe o cotovelo em direção à cabeça até sentir alongar bem.
Mantenha por 15 segundos e relaxe.
Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.




Por Kelly Dias


Lesão Manguito Rotador




O manguito rotador é um grupo de músculos (subescapular, supra-espinhoso, infra-espinhoso e redondo menor) que cobre a cabeça do úmero e tem grande importância na estabilização, na força e na mobilidade do ombro.
Ele pode sofrer lesões em grandes traumas, porém o mais freqüente é a lesão crônica com graus variáveis, desde um pequeno edema até a ruptura total de um ou vários músculos do manguito. 



Existe uma relação entre a síndrome do impacto e a degeneração do manguito. O impacto ocorre entre o manguito (geralmente no supra-espinhoso) e a porção antero-inferior do acrômio, o ligamento córaco-acromial e a articulação acromioclavicular.

A síndrome do impacto e a conseqüente lesão do manguito rotador ocorrem em fases evolutivas: 

Fase 1: edema e hemorragia
Fase 2: fibrose e tendinite 
Fase 3: ruptura do tendão 


Na fase 1, que é mais comum em jovens mas pode ocorrer em qualquer idade, ocorre dor no ombro e na face lateral do braço relacionada a movimentos repetidos de elevação. Pode ocorrer limitação de mobilidade e crepitação.

Na fase 2 os sintomas são semelhantes. Esses estágios são reversíveis. 
Com a progressão da lesão pode ocorrer a ruptura do tendão, geralmente em pacientes acima de 45 anos e com longo período de sintomas prévios. 

Na fase 3 além da dor, que freqüentemente é noturna, podem ocorrer graus variáveis de perda de força e da elevação, abdução e rotações, dependendo do local e tamanho da ruptura. 




COMO SE FAZ O DIAGNÓSTICO? 

Como em qualquer patologia, a anamnese e o detalhamento dos sintomas são fundamentais (localização da dor, freqüência, intensidade, fatores desencadeantes).

O RX simples, a artrografia e a ecografia são úteis na confirmação do diagnóstico e determinam a extensão da lesão. Em casos selecionados onde é fundamental maior informação pode-se realizar uma Ressonância Nuclear Magnética.





COMO SE TRATA?
Nas fases iniciais o tratamento é clínico: 

Analgésicos e anti-inflamatórios 
Evitar movimentos e atividades que provoquem dor 
Fisioterapia 
Reforço muscular 
Eventual infiltração 



Quando o tratamento clínico não for eficaz, após vários meses, pode-se iniciar tratamento cirúrgico baseado na patologia básica (proeminência acromial, alterações acromioclaviculares, ruptura tendinosa ou combinação de várias). As possibilidades cirúrgicas incluem, entre outras:


A cirurgia pode ser aberta ou artroscópica. Com o desenvolvimento das técnicas de artroscopia nos últimos anos, cada vez mais a patologia do manguito rotador tem sido tratada dessa forma. 


COMO SE PREVINE? 

A melhor forma de prevenir é detectar e tratar a patologia no seu início, quando é reversível. Sabe-se hoje que a boa força muscular é fundamental para a função normal do ombro. Também é indispensável tratar outras patologias, tais como instabilidades, retrações e desequilíbrios musculares, que possam levar à lesão secundária do manguito.

Fonte: ABC da saúde








terça-feira, 30 de outubro de 2012

Paralisia de Bell


A paralisia de Bell é uma anomalia do nervo facial caracterizada por causar de forma repentina debilidade ou paralisia dos músculos de um lado da cara.
O nervo facial é o nervo craniano que estimula os músculos da face. Embora se desconheça a causa da paralisia de Bell, supõe-se que no seu mecanismo participe uma inflamação do nervo facial como resposta a uma infecção viral, a uma compressão ou a uma falta de irrigação sanguínea.


Sintomas
A paralisia de Bell aparece de forma súbita. A debilidade facial pode ser precedida, algumas horas antes, por uma dor atrás da orelha. O grau de debilidade pode variar, de forma imprevisível, desde ligeira a total, mas afeta sempre só um lado da cara. O lado paralisado da face fica sem rugas e sem expressão; às vezes, a pessoa tem a sensação de ter a cara torcida. A maioria das pessoas sente um entorpecimento ou uma sensação de peso na cara, mas de fato a sensibilidade permanece normal. Quando afeta a parte superior da cara, pode ser difícil fechar o olho do lado afectado. Raramente a paralisia de Bell interfere na produção de saliva, no sentido do gosto e na formação de lágrimas.

Diagnóstico
A paralisia de Bell afeta sempre um só lado da cara; a debilidade é de início súbita e pode implicar tanto a parte superior como a inferior do lado afectado. Embora um icto (acidente vascular cerebral) possa também produzir uma debilidade súbita da cara, ele afeta somente a parte inferior.
As outras causas da paralisia do nervo facial são pouco frequentes e costumam ser de aparecimento lento. Entre elas, há a destacar os tumores cerebrais ou de outro tipo que comprimam o nervo, uma infecção viral que o destrua, como o herpes (síndroma de Ramsay Hunt), infecções no ouvido médio ou nos seios mastóideos, a doença de Lyme, as fracturas do osso da base do crânio e muitas outras doenças, ainda menos frequentes.
Habitualmente, o médico pode afastar estas perturbações baseando-se na história clínica da pessoa e nos resultados dos exames radiológicos, na tomografia axial computadorizada (TAC) ou na ressonância magnética (RM). Para a doença de Lyme pode ser necessária uma análise de sangue. Não existem provas específicas para o diagnóstico da paralisia de Bell.
Tratamento
Também não existe um tratamento específico para a paralisia de Bell. Alguns médicos consideram que deverão administrar-se corticosteróides, como a prednisona, antes do segundo dia posterior ao aparecimento dos sintomas e continuar durante uma a duas semanas. Não foi demonstrado que este tratamento seja eficaz no controlo da dor ou que melhore as possibilidades de recuperação.
Se a paralisia dos músculos faciais impedir que o olho se feche completamente, deve evitar-se que este seque. Para isso recomenda-se a aplicação de gotas lubrificantes para os olhos com poucas horas de intervalo e, se for necessário, uma venda ocular. Nas pessoas afectadas de paralisia grave podem ser eficazes as massagens dos músculos debilitados, tal como a estimulação nervosa, para prevenir a rigidez destes músculos. Se a paralisia durar entre 6 e 12 meses ou mais, o cirurgião pode tentar ligar um nervo são (habitualmente retirado da língua) com o músculo facial paralisado.
Prognóstico
Se a paralisia for parcial, é provável que se verifique um restabelecimento completo no prazo de um ou dois meses. Se a paralisia for total, o prognóstico é variável, embora a maioria recupere completamente. Para determinar as probabilidades de recuperação, o médico pode examinar o nervo facial através da sua estimulação eléctrica. Por vezes, à medida que o nervo facial recupera, formam-se conexões anormais que podem provocar movimentos inesperados de alguns músculos faciais ou uma secreção espontânea de lágrimas. (Fonte: http://www.manualmerck.net/)

Exercícios Faciais


Exercícios que podem ser feitos para auxiliar na recuperação da Paralisia de Bell.
 As figuras que se seguem demonstram exemplos de alguns dos exercícios faciais que podem ser feitos enquanto durar a paralisia.
Unir as Sobrancelhas”Este exercício tem como principal objectivo reforçar o músculo Supraciliar. Para isto, pede-se ao doente que, olhando para o espelho, tente unir as sobrancelhas, resistindo à força (resistência) exercida pelo Fisioterapeuta na região do músculo em questão. O Fisioterapeuta, antes que o doente execute o movimento, dá um estímulo, na região do músculo em causa, no sentido contrário ao do movimento pedido.

Enrugar a Testa“: Este exercício tem como principal objectivo reforçar o músculo Supraciliar. Para isto, pede-se ao doente que, olhando para o espelho, tente juntar as sobrancelhas à parte superior do nariz, enrugando a testa, resistindo à força (resistência) exercida pelo Fisioterapeuta na região do músculo em questão. O Fisioterapeuta, antes que o doente execute o movimento, dá um estímulo, na região do músculo em causa, no sentido contrário ao do movimento pedido.

Elevar as Sobrancelhas“: Este exercício tem como principal objectivo reforçar o músculo Frontal. Para isto, pede-se ao doente que, olhando para o espelho, tente levantar as sobrancelhas, resistindo à força (resistência) exercida pelo Fisioterapeuta na região do músculo em questão. O Fisioterapeuta, antes que o doente execute o movimento, dá um estímulo, na região do músculo em causa, no sentido contrário ao do movimento pedido.

“Fechar os Olhos Abruptamente”: Este exercício tem como principal objectivo reforçar os músculos Supraciliar e Orbicular das Pálpebras. Para isto, pede-se ao doente que, olhando para o espelho, tente fechar os olhos com força, resistindo à força (resistência) exercida pelo Fisioterapeuta na região lateral de ambos os olhos. O Fisioterapeuta, antes que o doente execute o movimento, dá um estímulo, na região do músculo em causa, no sentido contrário ao do movimento pedido.

“Sorrir”: Este exercício tem como principal objectivo reforçar o músculo Risorius. Para isto, pede-se ao doente que, olhando para o espelho, tente sorrir sem mostrar os dentes, resistindo à força (resistência) exercida pelo Fisioterapeuta na região lateral dos lábios. O Fisioterapeuta, antes que o doente execute o movimento, dá um estímulo, na região do músculo em causa, no sentido contrário ao do movimento pedido.

“Mostrar os Dentes“: Este exercício tem como principal objectivo reforçar os músculos Risorius e Quadrado do Mento. Para isto, pede-se ao doente que, olhando para o espelho, tente sorrir mostrando os dentes, resistindo à força (resistência) exercida pelo Fisioterapeuta na região lateral dos lábios. O Fisioterapeuta, antes que o doente execute o movimento, dá um estímulo, na região do músculo em causa, no sentido contrário ao do movimento pedido.

“Assobiar”: Este exercício tem como principal objectivo reforçar os músculos Bucinador, Orbicular dos Lábios e Quadrado do Mento. Para isto, pede-se ao doente que, olhando para o espelho, tente fazer o movimento como se fosse assobiar, resistindo à força (resistência) exercida pelo Fisioterapeuta na região lateral dos lábios. O Fisioterapeuta, antes que o doente execute o movimento, dá um estímulo, na região do músculo em causa, no sentido contrário ao do movimento pedido.

“Encher a Boca de Ar”: Este exercício tem como principal objectivo reforçar os músculos Bucinador, Orbicular dos Lábios e Quadrado do Mento. Para isto, pede-se ao doente que, olhando para o espelho, tente encher a boca de ar, resistindo à força (resistência) exercida pelo Fisioterapeuta na região lateral dos lábios. O Fisioterapeuta, antes que o doente execute o movimento, dá um estímulo, na região do músculo em causa, no sentido contrário ao do movimento pedido.

“Depressão do Lábio Inferior”: Este exercício tem como principal objectivo reforçar os músculos Orbicular dos Lábios e Quadrado do Mento. Para isto, pede-se ao doente que, olhando para o espelho, tente puxar o lábio inferior para baixo, resistindo à força (resistência) exercida pelo Fisioterapeuta na região do queixo. O Fisioterapeuta, antes que o doente execute o movimento, dá um estímulo, na região do músculo em causa, no sentido contrário ao do movimento pedido